ATENÇÃO: Blog sem vínculos institucionais! Instrumento particular do Professor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

18 de novembro de 2009 - PROVA S. PAULO

"Elas (as pessoas grandes) adoram os números.
Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é.

Não perguntam nunca:
Qual o som da sua voz?
Quais brinquedos ele prefere?
Será que ele coleciona borboletas?

Mas perguntam:
Qual é a sua idade?
Quantos irmãos ele tem?
Quanto pesa?
Quanto ganha seu pai?'

Somente assim é que julgam conhecê-lo.

Se dizemos às pessoas grandes:
Vi uma bela casa de tijolos cor de rosa, gerânios na janela, pombas no telhado...,
elas não conseguem, de modo algum, fazer uma ideia da casa.

É preciso dizer-lhes:
Vi uma casa de seiscentos mil reais.

Então elas exclamam:
Que beleza!"
Sainte-Exupéry, O Pequeno Príncipe.


Com esse pequeno, mas profundo trecho do livro "O Pequeno Príncipe", quero lembrar que os alunos fizeram hoje (18/11/2009) a segunda e última etapa da Prova São Paulo.

Como coloquei ontem, não sou contra a prova em si, mas tenho muitos temores se os resultados dessa prova institucional servirem apenas para quantificar aprendizados, ignorando as relações humanas imprescindíveis no processo ensino-aprendizagem.

Caso isto ocorra, estaremos sendo frios e ignorantes, como as pessoas grandes que Exuperi cita com propriedade em seu clássico livro: iremos valorizar somente o aluno que sabe muitas coisas, independente de levar em conta o que ele faz com isso; respeitar somente a escola e o professor cuja turma tenha alto índice na avaliação, independente de como chegaram a esse número.

Caso ainda não tenha lido, faça-o agora: o início desta conversa no tópico de ontem:
http://aulanossa.blogspot.com/2009/11/17-de-novembro-de-2009-prova-s-paulo.html


Sei perfeitamente que uma prova não pode (nem teria como) avaliar relacionamentos humanos, nem o fato emocional do aluno naquele momento (pode saber, mas errar; pode não saber, mas dar sorte de escolher a resposta certa).

Existem coisas muito faladas, mas pouco valorizadas na Educação, como a inteligência emocional e as inteligências múltiplas. Onde elas poderiam ser avaliadas institucionalmente?

E aqueles momentos de confraternização, nos quais entram várias habilidades dos alunos, sem as quais não há condições de festa - entram em qual questão da prova? E olha que tivemos experiências muito interessantes neste ano, desde a festa de aniversário dedicada à ex professora da turma, até mesmo a festa do dia das bruxas - ambas organizadas e levadas adiante exclusivamente pelos alunos, sem quaisquer tipos de problemas e aborrecimentos. Em especial, a festa do dia das bruxas mostrou um fato inesperado por muitos educadores da Unidade: intercâmbio e colaboração entre a turma (quarto ano) e alguns alunos dos sétimos e oitavos anos.

E os momentos nos quais os alunos foram capazes de autogerirem seus problemas? E os casos de bullying resolvidos exclusivamente no diálogo? E aqueles alunos que, de repente, foram capazes de superar suas defasagens, superando todas as expectativas?

Repito: não sou contra avaliações institucionais, elas servem de parâmetros para retomadas pedagógicas. Mas elas são incapazes de avaliar grandes conquistas ocorridas no ambiente de aprendizagem.

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Conectado com o Professor João César:

http://aulanossa.blogspot.com/ => Fique conectado com as aulas do Professor João César - São Paulo (SP) - Brasil. Transparência verdadeira e não demagógica é permitir que a Comunidade Escolar acesse as aulas e interaja com elas.

http://cotidianoescolar.blogspot.com/ => Ideias e opiniões de fatos do dia a dia escolar. Espaço reservado a uma nova forma de ver o cotidiano escolar.

Destinado somente a Educadores, Educandos e respectivos familiares; mensagens anônimas serão ignoradas.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

17 de novembro de 2009 -PROVA S. PAULO

Neste dia os alunos estão realizando a primeira etapa da Prova São Paulo, avaliação institucional para medir o nível de aprendizagem dos alunos de todas as escolas da Prefeitura de São Paulo.

Essa avaliação é muito importante para redirecionar as metas das escolas, de acordo com o índice de seus alunos.

Isso é muito positivo. Lamentável seria ficar somente nesse instrumento institucional e ignorar que existe o lado humano dentro das escolas, que a educação não se faz somente por conteúdos e metas a serem atingidas. Claro que conteúdos e metas são imprescindíveis, mas colocá-los em único plano, ignorando a qualidade dos relacionamentos humanos dentro e fora da Unidade Educacional, é um tiro no pé, pois quem dá sustentação a Escola enquanto instituição são exatamente as pessoas que nela atuam: educadores, educandos, comunidade escolar e comunidade local.

Como nenhuma prova institucional mede essa qualidade de relacionamento humano de forma direta, o mesmo pode ficar "esquecido" no dia a dia. Vale lembrar que alunos bem tratados, aprendem mais; professores bem tratados e respeitados têm ânimo e gosto por aquilo que fazem; familiares bem tratados sentem confiança e acreditam no trabalho da escola. Isto não pode ser perdido de vista, pois poderá determinar - ou não, a qualidade dos resultados da Prova São Paulo. Mesmo porque o contrário também vale: alunos mal tratados aprendem menos; professores desrespeitados não sentem gosto pelo que fazem; familiares mal tratados veem a escola como invasora de seu espaço, não como parceira.

Espero que eu tenha sido bem claro em minhas colocações - quem me conhece pessoalmente não tem o direito de se fazer de desentendido.

Sendo assim, boa sorte a todos - e bom senso e criticidade no uso dos resultados obtidos a partir dessa avaliação institucional.


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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

16 de novembro de 2009

Emef. M. E. R., 4ºB, 16/11/2009.

ANTES DA AULA:
Alunos brincavam livremente pelos pátios e quadra, sem problemas aparentes. Aluno novo de outra classe, e seu pai, ficaram muito felizes ao serem acolhidos.

NA CLASSE:
Recebemos lousas limpas.

Rotina (registrada quando alunos retornaram para a classe):

- Educação Física (13h30), pelo professor especialista - aula combinada com a classe há semanas, por ocasião da impossibilidade de usar a quadra na época - constantes chuvas adiaram essa aula para hoje.

- Sala de Leitura - segundo atendimento (14h15), pela professora especialista.

- Oração (não obrigatória) ou silêncio.

- Conversa sobre a aula: o que e como teremos; informações gerais sobre a Prova São Paulo, a realizar-se amanhã e depois de amanhã, recolhimento do caderno de questões das famílias; chamada e ajudante do dia.

- Leitura compartilhada, de livro trazido pela aluna J.: "Globolina quer descansar" - sobre um glóbulo vermelho, que queria descansar, mas viu-se como parte integrante da corrente sanguínea, sentindo-se importante.

- Recreio.

- Matemática:
1ª Parte: situações problema envolvendo cálculo da porcentagem, associado a desconto e multa - com auto correção.
1) Um aparelho de som custava 250 reais. Na oferta, há um desconto de 25%. Qual o preço com desconto?
2) Um produto custava 320 reais. Como não foi pago na data certa, recebeu uma multa de 15%. Qual o preço, acrescido da multa?

2ª Parte: Leitura de horas e minutos em relógio analógico (de ponteiros).
Breve histórico, função e significado dos ponteiros, bem como dos números e dos pontinhos.
Não deu tempo de cada aluno confeccionar seu relógio - ficou para outra aula.

- Educação Física (17h35), com professor especialista - aula do dia.

Amanhã e depois de amanhã: trazer apenas lápis, borracha e régua - para a Prova São Paulo.
Dia 19, aula normal - com atividades em grupos sobre a Consciência Negra, além de nossa recreação semanal.

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Aula bem participada, apesar da impossibilidade de formar-se grupos (pouco tempo em sala de aula, se comparado com os outros dias). Vários alunos mostraram-se atentos e muito interessados ao assunto porcentagem (porcentagem, desconto e multa).

Divulguei, finalmente e após muitas insistências, meus canais de contato na internet, via Orkut, MSN e e-mail - alunos sempre cobraram-me esses canais de contato com eles.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

13 de novembro de 2009

Emef. M. E. R., 4ºB, 13/11/2009.

ANTES DA AULA:
Alunos brincavam na quadra e nos pátios, sem problemas aparentes - apesar de mais agitados do que o normal.

NA CLASSE:
Recebemos lousas limpas.

Rotina:

- Oração (não obrigatória) ou silêncio.

- Conversa sobre a aula: combinados sobre a aula de informática (professor em curso, possibilidades: aula na classe ou aula comigo na sala de informática - obviamente, alunos escolheram segunda opção); o que e como teremos; chamada e ajudante do dia.

- Leitura compartilhada de livrinho trazido pelo aluno T.: "A multiplicação dos pães".

- Informática (14h15), com o professor da classe: 1ª parte (visita ao blog aulanossa.blogspot.com, verificando o mesmo e acessando link ao "Mapa do Brincar", amplamente divulgado mês passado); 2ª parte (atividades livres). má conservação de várias estações comprometeram aula e irritaram os alunos (computador que travava, reiniciava sozinho ou simplesmente estava com o teclado desconectado).

- Matemática: porcentagem - cálculo do preço final do desconto, a partir de situação problema proposta para resolução em grupos.

- Recreio.

- Matemática: levantamento das possibilidades de solução para a situação problema proposta anteriormente.

- Português: finalização da unidade "Direito a ter direitos", retomando texto e gráficos trabalhados ontem, hoje por escrito e conjugados com porcentagem e geografia (região e estados) - em grupos.

- Recreação semanal, na medida em que os alunos concluíam atividade acima.

- Organização da classe e votos de ótimo fim de semana. Convite para não faltar segunda feira - mais dicas para a Prova São Paulo.

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Aula bem participada.
Alunos elogiados pela ótima participação.
Conflitos resolvidos de forma positiva e alegre.
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